domingo, 26 de outubro de 2008

(CINEMA) Tamanho é documento?

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Todo tipo de PRÉ-conceito é absurdo. Apesar de ser irracional julgar as coisas de forma precipitada, estou seriamente inclinado a acreditar que o preconceito é natural de todo ser humano. Todos nós vivemos em um mundinho particular, e sempre que aparece alguma coisa diferente, ela não é facilmente aceita. Mas o que diferencia os preconceituosos estúpidos das pessoas sensíveis é a capacidade de lidar com os pré-julgamentos e superá-los. Enfim, talvez você esteja achando um saco ler tudo isso, então eu vou direto ao ponto. Com esse papo todo eu quero dizer que o cinema de curta-metragem é vítima de preconceito, mas isso pode e deve mudar. Quando as pessoas enfrentarem sua própria estupidez e conhecerem mais curtas, vão descobrir a burrice que é deixar de prestigiar esses filmes incríveis. Eu me dei conta disso no Festival Guarnicê desse ano. Foi a primeira vez que eu participei, e fiquei impressionado com a qualidade das mostras que eu vi. Desde então, muitas curtas têm chamado minha atenção. Um deles é “A alma do negócio”, de José Roberto Torero. A ironia e o humor são os pontos fortes desse filme. Ele nos faz pensar como a propaganda força a barra às vezes. Obviamente, várias interpretações podem ser feitas, mas eu viajei um pouco. E na minha viagem encontrei ali uma forte crítica ao materialismo, especialmente à propaganda que só se importa com o consumidor até o momento em que ela consegue fazê-lo comprar, depois disso ele que se dane... Outro curta muito interessante que eu vi por esses dias foi “O Sanduíche”, de Jorge Furtado. Ele é legal, porque joga bastante com o que é real e o que é ficção. Mas pra mim, essa não é a obra-prima do Jorge Furtado. Já vi uns poucos filmes que ele fez, mas nenhum supera “Ilha das Flores”. Se você ainda não viu, eu sugiro que abandone esse texto imediatamente e vá assistir, porque eu sou apenas um aspirante a aspirante de crítico e esse curta vale muito mais a pena! É daqueles que deixam você pensativo por muito tempo. Jorge Furtado usa o humor negro como ninguém nesse documentário que mostra as desigualdades sociais de forma inusitada.

Não faz sentido desprezar os curtas-metragens, já que não existe nenhum tipo de proporção entre a qualidade e a duração dos filmes. Por isso, meus queridos, recomendo que vocês vejam curtas. E preparem-se para tomar pequenas porções de grandes emoções!

Aqui vão os links dos filmes citados:

http://portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=50 (A alma do negócio)

http://portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1175 (O sanduíche)

http://portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647 (Ilha das Flores)

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